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Artigo na íntegra: Carreira no Exterior, Parte 1


Estarei publicando na íntegra aqui no blog alguns dos meus artigos, novos e antigos, sobre carreira no exterior.

Espero que gostem :)

Carreira no Exterior: Objetivo Concreto ou Sonho Distante - Parte 1

Um tópico bastante popular entre os sempre insatisfeitos Gen-Y e muitos dos já adaptados Gen-X é a carreira no exterior.

Grande parte dos jovens profissionais do mercado de hoje pensam em cravar bandeira no exterior e entrar pela porta da frente do mercado de trabalho, com um bom emprego e ganhando em moeda estrangeira. Porém, a grande pergunta é: por onde começar? Algumas vezes a resposta está mais ao alcance do que parece.

Como o assunto é amplo e rico, publicarei uma série de três artigos sobre as motivações, os caminhos para chegar lá e a experiência de viver uma carreira real no exterior.

Neste primeiro texto, abordamos as motivações que nos levam a buscar uma carreira fora do Brasil. No próximo artigo, traremos mais informações sobre as alternativas mais comuns para abrir caminho no exterior, focando nos programas de imigração qualificada oferecido por alguns países. Finalmente, no terceiro artigo, compartilharemos algumas experiências de profissionais que já estabeleceram suas novas vidas e carreiras longe da terrinha.

Você decide: sonho ou objetivo?

Sim, uma carreira no exterior todo mundo – ou quase todo mundo – quer ou sonha, provavelmente você também. Mas se você parar agora para pensar sobre o que você está fazendo de concreto para atingir esse objetivo, o que lhe vem à mente?

Se a resposta foi nada, você provavelmente está encarando a carreira no exterior mais como um sonho do que como um objetivo.

O critério que normalmente uso para separar o que é objetivo do que é sonho é algo chamado força de vontade. Usando um exemplo mais real e não tão distante no passado da maioria de nós: na época da escola, o quão grande era a sua vontade de hoje ser um profissional bem-sucedido, formado em uma boa universidade ou com uma pós-graduação bem conceituada? Na época em que você estava escolhendo que curso superior faria e se inscreveu no vestibular, você sabia que, se não estudasse, o seu nome não apareceria na lista de aprovados de forma mágica. Então pergunto: o que você acha que determinou o seu sucesso no vestibular para o curso superior e universidade que você queria? Sorte? Pode até ser, mas este fator certamente não teve um peso tão grande na equação do seu sucesso quanto a sua própria vontade de passar.

Uma analogia rápida: se você tivesse ido para a praia, no futebol, saído com a namorada ao invés de se dedicar aos estudos, você acha que teria passado naquele vestibular? Provavelmente não, pois você teria investido muito menos tempo nos estudos. Foi a sua própria força de vontade que o empurrou de volta para os livros e o fez abrir mão daqueles fins de semana com os amigos.

Fazer uma mudança tão grande na sua vida profissional como partir para o exterior, requer o mesmo tipo de esforço e vontade – se não mais. Assim como no seu vestibular, você precisa investir tempo, muitas vezes correr atrás de muita informação de fontes diferentes, compilar tudo e fazer o melhor uso da informação em mãos. Iniciar uma carreira no exterior não é diferente.

Um exercício que geralmente ajuda a entender onde anda o nosso nível de força de vontade para fazer uma mudança grande como essa é pensar nos reais motivos pelos quais se quer ir para o exterior. Muitas vezes, os motivos maiores não são exclusivamente relacionados ao seu lado profissional, mas sim ao lado pessoal. As primeiras motivações que vêm à mente na maioria das vezes são: ter a experiência profissional em si, o sentimento de avanço na carreira e a recompensa financeira, mas é muito comum listarmos também, sem perceber, motivos pessoais, como a falta de segurança pública, serviços públicos como saúde e transporte que não funcionam, corrupção, entre outros.

Sejam quais forem os motivos, uma parte importante da decisão de sair do Brasil é sentir-se confortável com os motivos elencados, ou seja, ter certeza de que estes fatores, quando supridos no país de destino, realmente trarão a satisfação profissional e pessoal que se busca.

Outra parte importantíssima desta equação é ter o apoio da família e dos amigos, pois sem isso, a saudade das pessoas que você estará deixando no Brasil já será um obstáculo enorme antes mesmo de embarcar no avião.

Por isso, pense bem antes de tomar uma decisão precipitada e que possa causar uma frustração que pode ser facilmente evitada com a dose certa de planejamento. Discuta bastante a sua decisão com sua família e amigos, e exercite com eles cenários onde você poderá ficar dias, talvez semanas sem falar com eles ou vê-los. E não se esqueça que voltar para casa para matar a saudade pode não estar a apenas duas horas de estrada, mas sim muitas horas de vôo e alguns oceanos de distância.

Leia a segunda parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II

Leia a terceira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte III

6 comentários. Clique para comentar.

  1. inda está valendo apena imigrar para trabalhar com TI? Trabalho com SOA, JAVA, Websphere e Integração de Sistemas.

    Sabe dizer se o mercado está saturado de profissionais na área de TI?

    Eu vi esses dias uma reportagem que esse ano 88 mil imigrantes de todas as áreas abandonaram a Austrália.

    Qual a sensação que você tem?

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    1. Fala Denilson, tudo bem?

      Na minha opinião, pra quem trabalha com TI, ainda vale a pena imigrar pra cá sim, principalmente na parte área de desenvolvimento de software.

      É fato que a economia em geral deu uma desacelerada recentemente, o que acaba refletindo em menos contratações e até em algumas empresas demitindo números significantes de funcionários em vários setores diferentes, mas minha impressão ainda é que, pra quem trabalha com desenvolvimento de software, tem boa experiência e inglês afiado, o mercado ainda está bom.

      Abraço,
      Wagner.

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  2. Fala Denilson, tudo bem?

    Na minha opinião, pra quem trabalha com TI, ainda vale a pena imigrar pra cá sim, principalmente na parte área de desenvolvimento de software.

    É fato que a economia em geral deu uma desacelerada recentemente, o que acaba refletindo em menos contratações e até em algumas empresas demitindo números significantes de funcionários em vários setores diferentes, mas minha impressão ainda é que, pra quem trabalha com desenvolvimento de software, tem boa experiência e inglês afiado, o mercado ainda está bom.

    Abraço,
    Wagner.

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  3. Bom dia/tarde/noite

    Obrigado por sua resposta.

    Nada melhor do que ouvir a opinião de quem mora na Austrália e realmente tem o sentimento de quem vive o dia dia nesse país.

    Sucesso!

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    1. Grande Denílson, sem problemas! Fique a vontade para entrar em contato quando quiser! Abraço!

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  4. Grande Wagner!
    Primeiramente, parabêns pelo Blog! A sua iniciativa é de grande valor pra nós "Aussie rookies". Rsrsrs

    Meu querido, estou no processo de fazer o IELTS agora em Set para fechar minha inscrição em um curso de Screen and Media na TAFE. Trabalho com produção de TV/CINEMA/VIDEO/AUDIOVISUAL e meu plano é buscar uma vaga na área enquanto passo pela via crucis do curso renovando visto de estudante. Conto com meu inglês fluente e minha experiência na área (já trabalhei em Nova Iorque inclusive) Meu plano é trabalhar para conquistar um espaço no mercado e arrumar uma empresa que me sponsore.

    Minha pergunta é relativa ao visto de residencia. No seu artigo vc disse que não valeria a pena ir para a Australia com visto de estudante, se o seu objetivo for imigrar. Que seria melhor aplicar logo para o visto de residencia permanente.

    Eu já havia me enveredado por esta iniciativa de imigrar para Australia ha uns 6 anos. na época não foi possível e de lá pra cá me casei, me tornei um pai, arrumei outros trabalhos mas nunca consegui aquela tão sonhada estabilidade. Agora estou animado novamente e pretendo ir em Jan2014 e minha intenção é trazer meu filho daqui ha uns 3 anos para que ele possa quem sabe, se naturalizar junto comigo. (sonho impossível?). Bom... nessa época eu não tinha como alcançar a pontuação e ainda não tenho como. Tem itens como "ter trabalhado na Australia por mais de um ano" que dão consideráveis pontos para o resultado final e que não tenho como alcançar agora. Ou seja, minha única opção seria essa mesmo que estou buscando (ir como estudante, buscar empresa que sponsore e ir levando a vida até concluir o curso e quem sabe um dia me naturalizar conseguindo essa pontuação).
    Te pergunto, vc vê outra opção??

    Não posso esperar 2 anos pra ver se poderei ou não imigrar mas confio bastante na minha experiência na área que trabalho para poder conquistar o que quero. Vc acha que vale a pena?

    Se eu arrumar uma empresa que me sponsore e eu venha realmente a trabalhar lá digamos por uns 2 anos. Se esse contrato terminar um dia (por exemplo se eu quiser mudar de emprego) a permissão de trabalhar continua? Ou o visto seria para trabalhar somente naquela primeira empresa que me sponsorou? Como funciona isso?

    Muito grato pelo blog e boa sorte na vida!

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