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Artigo na íntegra: Carreira no Exterior, Parte 2


Reedição da segunda parte da série de artigos sobre carreira no exterior.

Espero que gostem :)

Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II


Iniciar uma carreira no exterior é algo que freqüentemente ronda as mentes e as rodas de conversa dos jovens da Geração Y.

A possibilidade de aperfeiçoar um idioma, trabalhar em uma cultura totalmente diferente e receber um salário substancialmente mais gordo e em uma moeda mais forte costumam ser atrativos extremamente sedutores.

No primeiro texto desta série, falei sobre o primeiro e mais importante passo no processo de iniciar uma carreira em outro país: determinar se essa vontate é apenas um sonho ou um objetivo real de vida que trará um nível significante de satisfação e felicidade.

Mas como chegar lá? Quais são as portas de entrada?


Existem várias opções e, como tudo na vida, os caminhos corretos demandam dedicação, tempo e esforço. Se você realmente pretende se estabelecer no exterior para viver e trabalhar legalmente, os caminhos mais comuns são:

Movimento interno ou transferência dentro da mesma empresa


Muitas das multinacionais estabelecidas no Brasil têm programas de movimentação lateral ou mesmo de relocação temporária e/ou permanente de funcionários em suas unidades no exterior. Este caminho requer bastante planejamento interno e normalmente está fortemente vinculado a performance individual e destaque dentro da empresa. Este é um dos casos onde muito bem se aplica a máxima de “quem não é visto não é lembrado”. Se você pretende percorrer este caminho, a primeira coisa a fazer é conversar com seu gerente e com alguém do RH para saber qual o processo adequado a seguir.

Projeto interno de curto/médio/longo prazo


Esta prática é bastante conhecida nas multinacionais de TI estabelecidas no Brasil. Trabalhei por 2 anos na Dell Computers em Porto Alegre e era bem comum ver Team Leads viajando para os EUA para a implantação de projetos. Eu mesmo passei um tempo lá e foi uma experiência espetacular — mas isso é assunto para outro post. Estes projetos normalmente estão atrelados a um conjunto bem específico de tarefas e objetivos, como implantação, treinamento, transferência de conhecimento, coaching ou suporte. Normalmente, a sugestão de que você visite a unidade da sua empresa no exterior vem de fora mesmo, geralmente em função de características específicas do seu trabalho, das suas habilidades ou da sua posição no time. Mais uma vez, exige planejamento e um tanto de sorte e timing.

Sponsorship (patrocínio)


Esta opção é mais comum entre os profissionais que já estão no exterior temporariamente (seja estudando idiomas, trabalhando part-time ou em busca de uma oportunidade de trabalho permanente) e exige muita persistência. Um sponsorship dá o direito de um estrangeiro permanecer no país pelo tempo no qual ele esteja vinculado a empresa. Ou seja, se você for demitido ou pedir demissão, terá que sair do país ou encontrar outra empresa que forneça outro patrocínio ou visto de trabalho similar.

Visto de residência permanente


Das opções citadas, provavelmente é a mais complexa de todas, pois além de burocrática, possui regras de elegibilidade que variam de país para país. Por outro lado, é a opção que dá ao profissional maior flexibilidade na busca do primeiro emprego no exterior, pois não restringe o profissional a uma empresa em específico. Também permite que o profissional resida no país de destino por tempo indeterminado, esteja ou não empregado. Em outro post, trarei mais detalhes da minha experiência na obtenção do visto de residência permanente australiano e informações sobre o mesmo processo na Inglaterra e Canadá.

Cada um de nós está num momento profissional e ambiente de trabalho único. Nenhuma empresa ou posição é igual a outra, portanto avalie bem o ambiente onde você está inserido, faça sua escolha e comece a arrumar as malas.

No terceiro e último texto desta série de artigos, vou falar sobre os desafios, dramas e prazeres de viver e trabalhar no exterior. Até lá!

Leia a primeira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte I

Leia a terceira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte III

Blog Projeto A... lemanha!


Em primeiro lugar, obrigado aos leitores que escreveram perguntando o porquê do meu sumiço e obrigado por continuarem enviando suas dúvidas pelo Facebook. A lista está grande, mas tenho certeza que vocês vão entender meus motivos.

Novidades

Apesar de todo mundo saber que sou apaixonado pela Austrália, e por Sydney especialmente, apareceu uma daquelas oportunidades que não vemos todos os dias. Recebi uma oferta de emprego de uma empresa de software de Berlim e (obviamente) aceitei. Estou na correria para acertar todos os detalhes da viagem e deixar as coisas preparadas para a minha volta aqui em Sydney. Sim, pretendo ficar um tempo na Europa trabalhando e viajando bastante, mas certamente volto pra Sydney em 1 ano e meio ou dois.

Entrevista e oferta de trabalho

Meus amigos de mais tempo sabem que há anos eu falo em ir passar um tempo no Reino Unido ou na Europa depois que minha cidadania australiana saísse. A cidadania saiu (esqueci de postar sobre isso, fica pra outra hora), mas eu ainda não tinha uma data certa de quando colocaria esse plano em prática.

Tudo aconteceu meio rápido demais. Uns 2 meses atrás, encontrei algumas vagas no LinkedIn e dei uma olhada, sem grandes pretensões. Pra falar a verdade, entre UK e Europa, minha preferência pessoal seria Europa, sem sombra de dúvida. As vagas que mais me chamavam a atenção eram a maioria na Europa, mas não diziam nada espefícicamente sobre aceitarem ou não candidatos que falam apenas inglês (ou português, ou espanhol).

Uns dias depois, voltei um tanto de saco cheio do emprego atual e resolvi dar uma olhada mais de perto, sempre no LinkedIn (que hoje em dia parece ser o site mais global para busca de empregos). Encontrei algumas vagas na Alemanha que estavam anunciadas em inglês. Fui conferir as job descriptions, e também, todas em inglês. Pensei, bom esse pessoal certamente fala inglês, caso contrário estariam anunciando só em alemão.

Já naquela semana e na semana seguinte, eu estava fazendo 4 entrevistas com duas empresas da Alemanha, uma de Berlin e uma de Munique. Apliquei também para uma vaga em uma telecom gigante do UK, mesmo sabendo que seria "mais do mesmo" em relação ao meu emprego atual numa das grandes telecoms aqui da Australia.

No fim, recebi ofertas das duas empresas alemãs e optei pela de Berlin. E cá estou eu, partindo de Sydney daqui a dois dias.

O blog vai continuar e pretendo seguir escrevendo sobre a Austrália e agora também sobre minhas experiências profissionais na Alemanha e Europa. Espero que gostem :)

Residência Permanente: primeiros passos



A dúvida de hoje vem do Dilnei, que também é de Porto Alegre e quer saber mais sobre como cheguei na Austrália e os primeiros passos para a residência.


Com autorização do Dilnei, compartilho abaixo a minha resposta, pois talvez outros leitores do blog possam ter dúvidas semelhantes.
Olá Wagner,

Quando você foi viver na Australia você tirou IELTS? foi com visto de estudante ? quando você foi você ja foi com emprego garantido ? passando no IELS se torna mais facil para que eu migre ? assim como você sou desenvolvedor Java aqui em Porto Alegre no Brasil e Colorado ;) penso seriamente na migração porém parece um caminho dificil de ser trilhado, porém quando vejo vencedores como você me encho de possibilidades, abraços.

Parabéns pelo blog, leio sempre que possivel, abraços e todo sucesso do mundo ;)


Dilnei

Olá Dilnei, tudo bem?

Desculpe a demora na resposta, ainda tenho vários emails pra responder e as vezes fica difícil de achar tempo pra responder todos de uma vez só. Bom, em primeiro lugar, muito obrigado pelo email, fico feliz em saber que o blog está ajudando a motivar outros profissionais a pensar no caminho da imigração.

Bom, mas vamos às tuas perguntas.

IELTS e o tipo de visto

Sobre o IELTS e o visto: eu vim já com a Residência Permanente -- Permanent Residency, ou PR --  fiz todo o processo aí do Brasil, que levou quase dois anos, desde o primeiro dia de preparação para o IELTS até receber a Grant Letter confirmando meu PR. Na época, eu já tinha amigos morando aqui em Sydney com o visto de estudante e sabia das dificuldades e restrições de querer imigrar permanentemente com visto de estudante e de não poder trabalhar full time.

Como já falei várias vezes aqui no blog, se teu objetivo é imigrar permanentemente -- especialmente se tens família --, o visto de estudante NÃO é a melhor opção. Vir como Residente ou pelo menos com um Sponsorship é de longe a melhor alternativa. Por isso, na época eu fiz o processo do General Skilled Migration -- imigração qualificada -- que hoje em dia é chamado de SkillSelect.

Na época, o tipo de visto que eu pedi era o Subclass 136 - Skilled Independent, que depois virou Subclass 175 (com algumas mudanças nos pré-requisitos, como maior maior nota do IELTS). Hoje, o visto equivalente é o Subclass 189 - Skilled Independent, que faz parte do programa SkillSelect -- http://www.immi.gov.au/skills/skillselect/.

O IELTS não é uma prova onde se "passa" ou se "reprova", é um teste de 4 categorias (speaking, reading, writing, listening) onde tu recebes uma nota para cada categoria. O teste mede o tua proficiência no idioma, mas não tem intenção de aprovar ou reprovar. No caso da Imigração Qualificada, o IELTS serve como um certificado de que tu tens competência suficiente no inglês para se tornar Residente Permanente.

Atualmente, o requisito mínimo do SkillSelect no IELTS é que tu consigas uma nota 7.0 em cada uma das 4 categorias -- aqui tem mais informações sobre os requisitos atuais http://www.immi.gov.au/allforms/booklets/1119.pdf.

Caça ao primeiro emprego

Sobre o primeiro emprego: não vim com emprego garantido. Imigrar para um país novo é como mudar para outra cidade aí no Brasil. Se tua empresa não te transferiu, tu tens que sair a caça do primeiro emprego na nova cidade.

Claro que entre o recebimento do meu visto e a minha chegada em Sydney, pesquisei e li muito sobre como funciona o mercado por aqui, processos e práticas das agências de recrutamento e seleção, procurei empresas de TI Australianas onde seria legal trabalhar e tentei entender bem como funciona o esquema de trabalhar como Contractor e Permanent -- que seria o equivalente a ser Terceiro ou CLT no Brasil.

Uma estratégia que funcionou bem comigo e sempre recomendo para quem está prestes a vir é começar a mandar currículos em torno de DUAS semanas antes de chegar por aqui. NÃO ENVIE CVs ANTES DE DUAS SEMANAS, pois na maioria dos casos, os recrutadores querem profissionais para agora, mas quase sempre é possível pelo enos agendar entrevistas ou mesmonegociar um início em um espaço de 1 ou 2 semanas. Enviar CVs muito antes de duas semanas apenas vai fazer teu CV parar no bem no fundo da pilha de currículos do agente.

Outra dica importante parte dessa estratégia é colocar um telefone de contato da Austrália no seu currículo. O motivo é simples: no momento que o recrutador ver um telefone de fora da Austrália no currículo, é bem provável que seu CV seja desconsiderado na mesma hora, pois eles querem gente que já esteja em Sydney e, preferencialmente, com experiência local.

Para pular esse obstáculo, o que fiz foi comprar um número local de Sydney no Skype -- http://www.skype.com/en/offers/skype-number/ -- com prefixo 02, que é o prefixo do estado de NSW, e colocar esse número no currículo. Assim teu CV não é descartado logo de cara, pois o recrutador vai pensar que tu já estás na Austrália.

A segunda parte dessa estratégia não foi tão simples: fiquei acordado, na frente do laptop, das 9 da noite (10 da manhã na Austrália) até as 4 da manhã (5 da tarde na Austrália), aguardando ligações no Skype. Ou seja, o recrutador discava um número local de Sydney e a chamada era direcionada para o meu Skype no Brasil.

Essa estratégia acabou dando frutos, pois foram a partir de entrevistas por Skype que fiz na minha última semana de Brasil que consegui agendar 3 entrevistas para a primeira semana em Sydney, das quais resultaram em ofertas de trabalho, tanto como Contractor quanto como Permanent. Acabei optando por ser Contractor pois o salário era bem melhor e eu queria a flexibilidade de poder pular para outros contratos com facilidade depois de algum tempo.

Profissões em demanda

Sobre as profissões em demanda, desenvolvedor de software ainda está na lista (http://www.immi.gov.au/skilled/_pdf/sol-schedule1.pdf) mas acho que por motivos de simplificação, eles agruparam ocupações tipo Java Programmer, JEE Developer, Systems Architect e outras ocupações relacionadas a tecnologias específicas (eram umas 8 eu acho, pois tinha as específicas de .Net também) em 3 occupations mais genéricas, que são:
  • Analyst Programmer
  • Developer Programmer
  • Software Engineer
O órgão Australiano que avalia tuas skills é a ACS, Australian Computer Society (http://acs.org.au/) e o aval deles também é um requisito obrigatório para poder enviar tua aplicação para o visto de Residente Permanente.

Bom, espero ter esclarecido tuas dúvidas e fica a vontade para enviar mais perguntas.

Um abraço,

Wagner.

Artigo na íntegra: Carreira no Exterior, Parte 1


Estarei publicando na íntegra aqui no blog alguns dos meus artigos, novos e antigos, sobre carreira no exterior.

Espero que gostem :)

Carreira no Exterior: Objetivo Concreto ou Sonho Distante - Parte 1

Um tópico bastante popular entre os sempre insatisfeitos Gen-Y e muitos dos já adaptados Gen-X é a carreira no exterior.

Grande parte dos jovens profissionais do mercado de hoje pensam em cravar bandeira no exterior e entrar pela porta da frente do mercado de trabalho, com um bom emprego e ganhando em moeda estrangeira. Porém, a grande pergunta é: por onde começar? Algumas vezes a resposta está mais ao alcance do que parece.

Como o assunto é amplo e rico, publicarei uma série de três artigos sobre as motivações, os caminhos para chegar lá e a experiência de viver uma carreira real no exterior.

Neste primeiro texto, abordamos as motivações que nos levam a buscar uma carreira fora do Brasil. No próximo artigo, traremos mais informações sobre as alternativas mais comuns para abrir caminho no exterior, focando nos programas de imigração qualificada oferecido por alguns países. Finalmente, no terceiro artigo, compartilharemos algumas experiências de profissionais que já estabeleceram suas novas vidas e carreiras longe da terrinha.

Você decide: sonho ou objetivo?

Sim, uma carreira no exterior todo mundo – ou quase todo mundo – quer ou sonha, provavelmente você também. Mas se você parar agora para pensar sobre o que você está fazendo de concreto para atingir esse objetivo, o que lhe vem à mente?

Se a resposta foi nada, você provavelmente está encarando a carreira no exterior mais como um sonho do que como um objetivo.

O critério que normalmente uso para separar o que é objetivo do que é sonho é algo chamado força de vontade. Usando um exemplo mais real e não tão distante no passado da maioria de nós: na época da escola, o quão grande era a sua vontade de hoje ser um profissional bem-sucedido, formado em uma boa universidade ou com uma pós-graduação bem conceituada? Na época em que você estava escolhendo que curso superior faria e se inscreveu no vestibular, você sabia que, se não estudasse, o seu nome não apareceria na lista de aprovados de forma mágica. Então pergunto: o que você acha que determinou o seu sucesso no vestibular para o curso superior e universidade que você queria? Sorte? Pode até ser, mas este fator certamente não teve um peso tão grande na equação do seu sucesso quanto a sua própria vontade de passar.

Uma analogia rápida: se você tivesse ido para a praia, no futebol, saído com a namorada ao invés de se dedicar aos estudos, você acha que teria passado naquele vestibular? Provavelmente não, pois você teria investido muito menos tempo nos estudos. Foi a sua própria força de vontade que o empurrou de volta para os livros e o fez abrir mão daqueles fins de semana com os amigos.

Fazer uma mudança tão grande na sua vida profissional como partir para o exterior, requer o mesmo tipo de esforço e vontade – se não mais. Assim como no seu vestibular, você precisa investir tempo, muitas vezes correr atrás de muita informação de fontes diferentes, compilar tudo e fazer o melhor uso da informação em mãos. Iniciar uma carreira no exterior não é diferente.

Um exercício que geralmente ajuda a entender onde anda o nosso nível de força de vontade para fazer uma mudança grande como essa é pensar nos reais motivos pelos quais se quer ir para o exterior. Muitas vezes, os motivos maiores não são exclusivamente relacionados ao seu lado profissional, mas sim ao lado pessoal. As primeiras motivações que vêm à mente na maioria das vezes são: ter a experiência profissional em si, o sentimento de avanço na carreira e a recompensa financeira, mas é muito comum listarmos também, sem perceber, motivos pessoais, como a falta de segurança pública, serviços públicos como saúde e transporte que não funcionam, corrupção, entre outros.

Sejam quais forem os motivos, uma parte importante da decisão de sair do Brasil é sentir-se confortável com os motivos elencados, ou seja, ter certeza de que estes fatores, quando supridos no país de destino, realmente trarão a satisfação profissional e pessoal que se busca.

Outra parte importantíssima desta equação é ter o apoio da família e dos amigos, pois sem isso, a saudade das pessoas que você estará deixando no Brasil já será um obstáculo enorme antes mesmo de embarcar no avião.

Por isso, pense bem antes de tomar uma decisão precipitada e que possa causar uma frustração que pode ser facilmente evitada com a dose certa de planejamento. Discuta bastante a sua decisão com sua família e amigos, e exercite com eles cenários onde você poderá ficar dias, talvez semanas sem falar com eles ou vê-los. E não se esqueça que voltar para casa para matar a saudade pode não estar a apenas duas horas de estrada, mas sim muitas horas de vôo e alguns oceanos de distância.

Leia a segunda parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II

Leia a terceira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte III

Residência permanente: primeiros passos



Post removido. Para acessar o post original, clique aqui.

Vício


Terminamos a escola, o primeiro grau, o segundo grau. Tomamos uma das mais importantes – se não a mais importante – decisão das nossas vidas profissionais e escolhemos o curso superior, a faculdade, a universidade na qual queremos ingressar. Prestamos vestibular. Buscamos o primeiro estágio, o primeiro emprego, enquanto lidamos com o fato de que estaremos investindo 4, às vezes 5 anos das nossas vidas em nossa educação e formação profissional.

Vem então os dias e noites em claro, o stress da tese ou trabalho de conclusão. Nesse ponto da vida, já temos uma boa base, ao menos teórica, do que é o mercado profissional onde estamos inseridos, conhecemos as carreiras possíveis, sabemos para onde podemos crescer e, aqueles que já adquiriram um bom senso de planejamento a essa altura, já conseguem se ver não só com opções de carreira, mas também sendo bem sucedido em pelo menos uma delas. Muitos de nós nem notam, mas somos movidos a desafios, pequenos ou grandes, desde o primeiro dia de escola. O boletim bimestral com as notas, as competições esportivas entre escolas da cidade, o vestibular, o trabalho de conclusão aprovado, o primeiro emprego, a primeira promoção...

... O primeiro projeto no exterior, o segundo, o terceiro, a vida no exterior.

Tudo são desafios aos quais nos lançamos, afinal não queremos ser apenas uma carreira qualquer. Não queremos ser o que todos os outros são. Queremos mais. Eu quero mais. Sempre.

A sociedade e a bolha onde nascemos e crescemos é muitas vezes o que nos faz querer pular de cabeça em algo novo.

E quando escolhemos nossos novos desafios, não falta gente querendo nos esfregar na cara quanto tempo estamos demorando para atingi-los ou o quão desfocados nos tornamos com o passar do tempo. Acabamos perdendo tempo com coisas menores, supérfluas. Anos passam e muitos de nós estão na mesma. Lembra dos teus colegas de escola? Um é caixa bancário, o outro atende em uma farmácia, o outro é contador da empresa do tio. E tu, o que fizeste? Embarcou naquilo que era fácil e esperado de ti ou deu um tapa na bolha e fez o que muitos outros não fizeram?

São os desafios que definimos para nós mesmos que determina quem somos, onde estamos, e onde queremos chegar. Quem além de nós mesmos se importa com aquela lista grande de coisas que ainda não conquistamos? Ninguém. E é por isso que o sentimento de satisfação, de prazer, de orgulho de termos chegado onde almejávamos é tão viciante.

Eu, em minha pequenez, já risquei coisas grandiosas da minha lista. E quando realizamos coisas grandiosas, é como o vício que aumenta. E queremos mais. Eu quero mais. Sempre.

Perguntas & Respostas: Mercado de TI - Por onde começar?


A mensagem abaixo veio do Caio através do Facebook. O recado aqui é o seguinte: se tu estás planejando imigrar e trabalhar na sua área na Austrália, seja ela qual for, o inglês definitivamente DEVE SER o seu objetivo principal.

Portanto, leve a sério a escolha da escola e curso de inglês e dedique-se. Não faça como a maioria dos brasileiros que apenas ficam torrando dinheiro pulando de um curso para outro sem nunca aparecer na aula, pois a Imigração está cada vez mais pegando estudantes nessa situação e negando renovações de visto.

Além disso, com as mudanças de regras feitas recentemente pela Imigração, vários tipos de vistos foram afetados, principalmente os famosos 457 (sponsorships). Os requisitos para o visto de estudante agora ficaram mais apertados, principalmente para quem tenta renovar o visto usando a velha falcatrua de pagar a escola mais barata possível e nunca aparecer nas aulas. Nos últimos 2 meses, vi 4 casos de estudantes que tiveram seu pedido de renovação de visto negados pela imigração por estarem a mais de 2 anos nesse esquema de pula-pula entre cursos baratos/vagabundos.

Moral da história: identifique seus objetivos (por exemplo, melhorar o inglês, buscar um trabalho part-time na minha área, etc) e dedique-se para atingí-los na ordem certa. Não ponha a carroça na frente dos bois.
Olá Wagner, tudo bem?

Meu nome é Caio, tenho 21 anos e vim pra sydney estudar inglês por 5 meses.

Eu sou desenvolvedor Java à 2 anos e meio formado em análise e desenvolvimento de sistemas.

Eu estou atrás de um trabalho e, como sei que o mercado de TI aqui tem muitas oportunidades, gostaria de tentar algo já na minha área de atuação e experiência até porque futuramente tenho a intenção de aplicar residência aqui na austrália.

Estava lendo um artigo seu sobre o mercado de TI na austrália e pensei que talvez você pudesse me dar umas dicas de por onde começar.

Agradeço desde já.
Abraços

Fala Caio, tudo bem?

Legal cara, IT aqui na Austrália realmente é um mercado que segue aquecido a anos. Sobre os empregos, depende muito do tipo de visto que tu tens. Como estudante, tu só podes trabalhar 20 horas por semana, o que reduz bastante o número de empresas que podem te contratar.

Tenho amigos que conseguiram empregos em empresas pequenas como programadores Java ou PHP e meses depois conseguiram o sponsorship, mas a quantidade de empresas que faz isso hoje em dia é meio limitada.

Como residente, fica mais simples, basta tu procurares nos principais sites de emprego (seek, my career, etc) e sair aplicando e mandando currículos.

Uma dica importante é o foco no inglês: se teu inglês ainda não te deixa confortável o suficiente para uma entrevista de trabalho, recomendo tu focares na melhoria do idioma e depois sair atrás de emprego, para não queimar cartucho indo nas empresas mas sem conseguir "vender teu peixe".

Um abraço

Wagner

Perguntas & Respostas: Fazer Pós no Brasil ou na Austrália?


Depois de um merecido break no fim do ano, após passar por algumas mudanças boas por aqui (mudança de emprego, decisão de voltar a investir em imóveis, e outras notícias boas que vou contar em outro post), estou voltando a responder as mensagens e comentários pendentes aos poucos. Para o post de hoje, selecionei a mensagem do Fernando Saito, que entrou em contato pelo Facebook.

Fernando Sato
Opa blz Wagner? Adorei o seu blog, muito informação que irá ajudar para eu ir para Australia conforme meus planos. Queria te perguntar uma coisa. Acabei de me formar agora e estou pensando em fazer algumas pós. Você acha que as universidades daqui vale algo para as empresas dai? Ou melhor esperar e estudar na Australia mesmo? Conforme meus planos espero em até 2 anos ir ai.
Grato.
Abraços!
Sobre a tua pergunta, com certeza as graduações e pós-graduações feitas no Brasil contam sim, mas em geral a minha impressão é que as empresas daqui valorizam mais os degrees obtidos aqui (seja bacharelado, mestrado, MBA, etc).

O motivo obviamente é o fato das empresas conhecerem as Universidades daqui e poderem identificar se tu vens de uma universidade/curso prestigiado pelo mercado ou não.

Muitos dos estudantes de cursos de graduação e pós por aqui iniciam sua vida profissional de verdade quando terminam seus cursos e são absorvidos por empresas das áreas específicas nas quais teu curso focou mais. Por exemplo, empresas como IBM, Accenture, Yahoo, Microsoft e outras tem programas de Graduates que absorvem estudantes recém-formados e lhes dão posições junior e muitas vezes um plano de carreira, o que é uma ótima oportunidade pra quem está começando uma carreira.

Já para quem já tem vários anos de experiência, uma pós aí já não faz tanta diferença na hora de aplicar para um emprego por aqui, pois para profissionais já "não tão jovens", o que conta mesmo na entrevista é a experiência profissional.

Sobre estudar aqui ou não, depende muito do teu objetivo. Se tu tens planos de vir para fazer uma pós, qualquer momento é um bom momento de vir, pois imagino que tu terminarias teu curso e voltaria para o Brasil.

Porém se teu plano é imigrar permanentemente, como já falei várias vezes aqui no blog e nos comentários, não recomendo iniciar um plano de imigração permanente iniciando pelo visto de estudante. Tenho muitos amigos com visto de estudante por aqui, brasileiros e outros estrangeiros, e cada vez mais tenho visto o pessoal se frustrar com a idéia de conseguir a residência permanente e acabar voltando para o Brasil a contra gosto. Além disso, muito se fala que a Imigração está apertando mais as regras tanto para conceder como para renovar o visto de estudante.

Espero ter ajudado e se tu tiveres mais dúvidas, fica a vontade para mandar outro email.

Um abraço,

Wagner.

Feliz 2013


Desejo a todos os leitores do blog um feliz 2013, cheio de felicidade, objetivos alcançados e que mais e mais planos passem da cabeça para o papel, e do papel para a realidade!