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Fases - Shared accommodation

Em setembro deste ano, quando completei 3 anos de Austrália, postei este texto falando um pouco sobre como é estranha a percepção do tempo passar mais rápido quando se vive algo tão intenso. Falei também um pouco sobre os desafios superados e algumas das fases pelas quais passei desde a minha chegada a este lado do mundo.

Apesar de terem se passado apenas 3 anos, a impressão que tenho é que revivi algumas daquelas mesmas fases de adolescência e pós-adolescência, quando arrumei o primeiro estágio e gradualmente fazia uma mudança do meu foco exclusivo nos estudos para um foco mais amplo em carreira e graduação.

Entre aquela época e o meu ínicio de Austrália, pude facilmente identificar pelo menos duas fases. Uma delas foi a busca do primeiro emprego e a evolução na carreira e a outra foi quando resolvi saír da casa do meu pai e dividir apartamento com um amigo.

Dividir apartamento é uma das coisas mais comuns na Austrália e em outros países que recebem muitos estudantes estrangeiros. Certamente não é a opção mais luxuosa ou confortável, porém sem dúvida é a mais barata.

Na Austrália, shared accommodation é praticamente um setor do mercado. É muito comum achar shareds por aqui onde 3 ou 4 pessoas por quarto (às vezes mais), em um apartamento de 2 ou 3 quartos, por AU$ 150/semana, por exemplo. O preço é meio tabelado, mas dependendo do seu nível de tolerância/exigência, é possível achar opções mais caras ou mais baratas.

Entre as coisas boas de morar numa shared sem dúvida a mais importante delas é fazer amizade com os novos flatmates. Se eles estiverem em uma rotina parecida com a sua (estudantes, full-time workers, etc) é bem provável que vocês começarão a fazer quase tudo juntos: ir pra balada, ir no super, ir pro pub e até mesmo indicar uns aos outros no trabalho.

Como falei no texto anterior, meu caso foi um pouco diferente. Como fiz todo o processo do skilled migration e consegui o visto de residência ainda no Brasil, eu já cheguei na Austrália com permissão de trabalhar full-time na minha área (IT) e por isso o meu primeiro objetivo era arrumar o primeiro emprego.

Porém, como é normal pra quem vai morar no exterior, eu precisava achar um lugar pra morar, mesmo que temporário, e vim com recursos financeiros limitados (eu havia me planejado para conseguir viver numa boa por 6 meses mesmo sem emprego). Antes de chegar em Sydney, eu só tinha um amigo morando por aqui, e que vivia em uma shared com outros gaúchos. Graças a ele eu cheguei em Sydney já com moradia garantida (eu pagava o valor padrão, $150 por semana) e, também graças a ele, fiz amigos que hoje considero parte da minha família.

Nas primeiras semanas, minha rotina foi bem tensa. Estava enviando currículos para várias vagas e me preparando para as entrevistas. Sem saber ao certo quando começaria a trabalhar, a preocupação de ter uma reserva financeira em Reais porém ter que gastar em Dólar Australiano não me deixava em paz, e as vezes até atrapalhava com o sono.

Nessa época de início de Austrália e com a incerteza de quando o primeiro pagamento em moeda local vai aparecer, é comum manter os gastos bem controlados, fazer aquela pesquisa de preço no supermercado, comprar somente o básico e dar preferência para as home brands (que são as marcas do próprio supermercado, geralmente bem mais baratas que as demais), fazer só passeios sem custo pela cidade e praticamente nada de balada.

Foi nessa minha fase inicial morando em shared que conheci as principais baladas e pubs da City. A preferência geral da galera era pelos pubs e baladas de backpackers. Sem dúvida foi a época mais divertida da minha vida em Sydney. Bons eram os tempos em que rolava aquele aquece no apartamento antes de ir pra balada. Era engraçado que, mesmo após anos morando aqui e sabendo que as baladas começam e terminam cedo, o pessoal da shared sempre extendia a festa no apartamento e sempre acabávamos saindo de casa super tarde.

Todo fim de semana era a mesma coisa e as festas no apê muitas vezes eram melhores do que a balada pra onde a gente ia. Várias vezes chegava gente de fora, normalmente gringos e gringas que nenhum de nós conhecíamos, batiam na porta e iam entrando na festa... E muitas vezes o pessoal acabava nem saindo mesmo, de tão boa que a nossa festinha era... Ahh bons tempos aqueles... Hoje cada um seguiu um rumo diferente. Três dos meus melhores amigos dessa época voltaram para o Brasil e iniciaram seus próprios negócios. Os outros continuam por aqui, formaram família e estão na busca do seu visto de permanência. Fico feliz por eles por ver que não ficaram parados olhando a vida passar e hoje todos têm uma vida muito melhor do que há 3 anos atrás...

Como eu disse anteriormente, essas amizades formadas no início da vida na Austrália foram e sempre serão a coisa mais importante que alguém pode ter quando decide viver no exterior.

E comigo não foi diferente.

Um grande abraço aos meus amigos Giba, Rafão, João, Bier, Dandinho e Faé.


Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II


Como já havia comentado neste post em Maio aqui no blog, iniciei uma série de artigos sobre carreira no exterior no site MinhaCarreira.com e recentemente publiquei a segunda parte do meu artigo Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante.

Neste segundo texto eu falo brevemente sobre algumas das maneiras mais comuns entre profissionais brasileiros que conseguiram estabelecer e progredir em suas carreiras fora do Brasil. Os quatro caminhos mais comuns são:
  • Movimento interno ou transferência dentro da mesma empresa
  • Projeto interno de curto/médio/longo prazo
  • Sponsorship (patrocínio)
  • Visto de residência permanente
Segue o texto na íntegra, espero que gostem!

Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II


Iniciar uma carreira no exterior é algo que freqüentemente ronda as mentes e as rodas de conversa dos jovens da Geração Y.

A possibilidade de aperfeiçoar um idioma, trabalhar em uma cultura totalmente diferente e receber um salário substancialmente mais gordo e em uma moeda mais forte costumam ser atrativos extremamente sedutores.

No primeiro texto desta série, falei sobre o primeiro e mais importante passo no processo de iniciar uma carreira em outro país: determinar se essa vontate é apenas um sonho ou um objetivo real de vida que trará um nível significante de satisfação e felicidade.

Mas como chegar lá? Quais são as portas de entrada?

Existem várias opções e, como tudo na vida, os caminhos corretos demandam dedicação, tempo e esforço. Se você realmente pretende se estabelecer no exterior para viver e trabalhar legalmente, os caminhos mais comuns são:

Movimento interno ou transferência dentro da mesma empresa

Muitas das multinacionais estabelecidas no Brasil têm programas de movimentação lateral ou mesmo de relocação temporária e/ou permanente de funcionários em suas unidades no exterior. Este caminho requer bastante planejamento interno e normalmente está fortemente vinculado a performance individual e destaque dentro da empresa. Este é um dos casos onde muito bem se aplica a máxima de “quem não é visto não é lembrado”. Se você pretende percorrer este caminho, a primeira coisa a fazer é conversar com seu gerente e com alguém do RH para saber qual o processo adequado a seguir.

Projeto interno de curto/médio/longo prazo

Esta prática é bastante conhecida nas multinacionais de TI estabelecidas no Brasil. Trabalhei por 2 anos no Centro de Desenvolvimento de Software da Dell Computers em Porto Alegre e era bem comum ver team leads viajando para os EUA para a implantação de projetos. Eu mesmo passei um tempo lá e foi uma experiência espetacular — mas isso é assunto para outro post. Estes projetos normalmente estão atrelados a um conjunto bem específico de tarefas e objetivos, como implantação, treinamento, transferência de conhecimento, coaching ou suporte. Normalmente, a sugestão de que você visite a unidade da sua empresa no exterior vem de fora mesmo, geralmente em função de características específicas do seu trabalho, das suas habilidades ou da sua posição no time. Mais uma vez, exige planejamento e um tanto de sorte e timing.

Sponsorship (patrocínio de empresa)

Esta opção é mais comum entre os profissionais que já estão no exterior temporariamente (seja estudando idiomas, trabalhando part-time ou em busca de uma oportunidade de trabalho permanente) e exige muita persistência. Um sponsorship dá o direito de um estrangeiro permanecer no país pelo tempo no qual ele esteja vinculado a empresa. Ou seja, se você for demitido ou pedir demissão, terá que sair do país ou encontrar outra empresa que forneça outro patrocínio ou visto de trabalho similar.

Residência permanente através de imigração de profissional qualificado (skilled worker)

Das opções citadas, provavelmente é a mais complexa de todas, pois além de burocrática, possui regras de elegibilidade que variam de país para país. Por outro lado, é a opção que dá ao profissional maior flexibilidade na busca do primeiro emprego no exterior, pois não restringe o profissional a uma empresa em específico. Também permite que o profissional resida no país de destino por tempo indeterminado, esteja ou não empregado. Em outro post, trarei mais detalhes da minha experiência na obtenção do visto de residência permanente australiano e informações sobre o mesmo processo na Inglaterra e Canadá.

Cada um de nós está num momento profissional e ambiente de trabalho único. Nenhuma empresa ou posição é igual a outra, portanto avalie bem o ambiente onde você está inserido, faça sua escolha e comece a arrumar as malas.

No terceiro e último texto desta série de artigos, vou falar sobre os desafios, dramas e prazeres de viver e trabalhar no exterior. Até lá!

Updates:

Leia a primeira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte I

Leia a terceira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte III

Cidadania Australiana


Para quem já possui visto de residência permanente, obter a cidadania Australiana não chega a fazer grande diferença no dia a dia de quem já tem sua vida e rotina estabelecidas por aqui.

Ao se tornar um cidadão Australiano, basicamente, as diferenças:
  • Você passa a ser obrigado a votar sempre que houver eleições
  • Alguns empregos só aceitam candidados que são cidadãos Australianos, como algumas posições nas Forças Aéreas e Armadas, Exército, Serviço de Inteligência e Polícia Federal.
  • Você pode solicitar o passaporte Australiano.

Das três acima, imagino que a que faz maior diferença na prática para a maioria é a obtenção do passaporte Australiano, pois na hora de viajar para alguns lugares (principalmente para o UK e resto da Europa) certamente é mais fácil entrar com um passaporte Australiano do que um Brasileiro.

Ano passado muito se ouviu falar nos noticiários sobre muitos brasileiros que tiveram visto negado ou que foram simplesmente deportados por "outros motivos" ao tentar entrar na Espanha e na Inglaterra. Com um passaporte Australiano em mãos, imagino que a possibilidade de passar por uma situação dessas seria bem menor.

Para os que já estão aqui na Austrália a tempo suficiente e pretendem pedir a cidadania, atenção para as mudanças nos requisitos mínimos que entraram em vigor em Julho do ano passado:
  • O aplicante deve ter vivido na Austrália, com um visto válido, por no mínimo 4 anos antes da aplicação, sendo que destes 4 anos, pelo menos 1 ano com visto de residente permanente é obrigatório.
  • O aplicante não pode ter se ausentado da Australia por mais de 1 ano durante os últimos 4 anos, incluindo não mais do que 90 dias no ano anterior ao dia da aplicação.

Atendendo os requisitos e submetendo a aplicação para cidadania com sucesso, você então pode marcar seu Citizenship Test, que é uma provinha de conhecimentos gerais sobre a Austrália para mostrar que você é um "bom cidadão" e sabe pelo menos um pouquinho sobre o país que agora é sua casa.

Mais informações no site do Department of Immigration and Citizenship.

3 Anos de Austrália

A sensação que tenho é de que cheguei há alguns meses apenas, de tanto que não vi esses 3 anos passarem tão rápido.

Claro que olhando para trás e lembrando das coisas importantes (e outras não tão importantes) que aconteceram na minha vida por aqui, fica fácil ter uma noção mais correta de quanto tempo realmente passou, mas o mais importante é que sinto que superei os principais desafios de estabelecer uma vida concreta e saudável longe do Brasil.

Fases

É engraçado lembrar de tudo que passei desde que cheguei na Austrália e, mais engraçado ainda, é ver como é fácil identificar as fases pelas quais passei.

Os primeiros meses de vida em Sydney certamente foram os que deixaram as memórias mais marcantes. Quando cheguei, só tinha um amigo que morava por aqui e que, como na maioria dos casos de quem chega por aqui, ele me ajudou com hospedagem, me explicou como funcionava o transporte, os preços das coisas, onde achar o supermercado... Mas o mais importante é que foi através dele fiz os grandes amigos que hoje considero parte da minha família na Austrália.

Como maioria dos recém-chegados, morei em uma shared accommodation com essa galera por alguns meses e sem dúvida vivi os meses mais divertidos da minha vida na Austrália. Morar em shared é involve desprender-se totalmente dos confortos que se tinha no Brasil e mais do que nunca exercitar o respeito pelo espaço alheio. Foi uma experiência maravilhosa da qual só guardo boas recordações.

A fase seguinte inicia com a conquista do primeiro emprego, mesmo ainda sem entender direito as diferenças de ser contractor ou permanent, sem saber quanto vou pagar de imposto e nem ter idéia de como é a cultura das empresas australianas. Por sorte (ou não) iniciei minha carreira em Sydney sendo contractor e hoje vejo que foi a melhor decisão que tomei desde que cheguei aqui (mas isso é assunto pra outro post).

As primeiras entrevistas de emprego e a tensão na busca do primeiro emprego nos deixam ligados 24 horas por dia, as vezes até com dificuldade para dormir, já pensando nas ligações e entrevistas do dia seguinte. Até que, em um espaço de 3 semanas e depois várias entrevistas, recebi três ofertas de trabalho.

A primeira descartei de cara, pois o perfil da vaga não se encaixava direito comigo. Eu havia aplicado de qualque forma porque no início a gente simplesmente não escolhe muito e aplica para tudo que acha que é capaz de fazer. Já as outras duas ofertas me deixaram muito tentado. O package (salário + benefícios + superannuation) era muito bom em uma, que era uma posição permanente, porém o valor hora, o ambiente de trabalho e a flexibilidade eram muito sedutores na outra, que era uma posição para contractor.

Quando eu estava pronto para aceitar a oferta da vaga permanente, tendo a estabilidade em mente acima de tudo, lembrei de um dos meus objetivos quando iniciei o processo de imigração: a qualidade de vida.

Depois de queimar muitos neurônios pensando em que caminho tomar durante um dia inteiro, recebi a derradeira ligação da empresa que me oferecera a vaga permanente para dar a resposta final. Ao pegar o telefone, eu ainda não tinha uma resposta concreta em mente, mas ao iniciar o papo com o simpático greco-australiano que me entrevistou, ele falou algo do tipo "eu entendo a tua situação e sei que tu tens outra oferta, mas fechando conosco tu vais ter um longo e tranquilo caminho pela frente"... E foi ali que eu tomei a decisão mais importante desde a minha chegada em Sydney.

Agradeci muito, mas recusei a oferta.

Liguei para a agente que me recrutara para a vaga de contractor e com um sorriso que não conseguia conter, aceitei a oferta sem um pingo de dúvida. "Congratulations for your first job in Australia", ela disse, praticamente sentindo a felicidade na minha voz. Decidi assumir o risco de uma vaga sem tanta estabilidade, porém com uma flexibilidade (e salário) maior, e com um grande desafio pela frente: encarar um novo emprego que não teria nada de "longo e tranquilo" pela frente.

Tudo são fases nessa vida. A tensão da fase inicial, a fase de encarar os medos e partir pra rua em busca de emprego, a fase da pesquisa e estudo para entender como o novo país funciona... Tudo são fases, e o que me move na vida é a gana por superar cada uma delas.

Baú do blog: Sites obrigatórios para aplicantes ao PR

Este post foi um dos primeiros que postei na "primeira era" do blog lá no início de 2008, mas a verdade é que muito antes de decidir que a Austrália era o meu destino (e não a Inglaterra ou o Canadá -- explico em outro post), eu já visitava estes sites quase que diariamente.
 

E apesar de mais de 3 anos terem passado desde quando eu ainda estava pesquisando sobre skilled migration, acredito que a dica abaixo ainda siga bem atual para os novos aplicantes ao PR.

Sites obrigatórios para quem quer aplicar pro Skilled Migration
by Wagner Nunes, 27 de Maio de 2008
 

Estes foram alguns dos sites que pesquisei (e continuo visitando com freqüência) quando iniciei meu processo do Skilled Migration: 
  • Department of Immigration and Citizenship - É obrigatório revirar esse site de cabeça pra baixo (mesmo que você não queira) para conhecer os requisitos de cada tipo de visto.
  • Austimeline - Você cria um login e adiciona as datas de cada progresso no seu processo. O atrativo do site é poder ver quanto tempo os vistos de outros usuários está levando. Para ver o progresso do meu visto no Austimeline, clique aqui.
  • Australian Computer Society (ACS) - Antes de enviar toda a papelada para o Depto. de Imigração, você precisa validar seus skills profissionais, e para cada área de atuação há um órgão credenciado para fazê-lo. Se você também trabalha com TI, estamos falando da ACS (equivalente a nossa SBC). Você envia a documentação e +- 3 meses depois você recebe uma carta dizendo se seus skills são ou não suficientes para a profissão que você alega exercer.
  • Seek - Um dos maiores (se não o maior) site de empregos da Austrália (é o Monster.com deles). E pra nossa glória, TI está bombando por lá... pelo jeito, conseguir um emprego de AUD$ 90k/ano não é muito difícil (isso se você tem permissão pra trabalhar legalmente). Clique aqui e dê uma olhada nas pesquisas salariais da Hays Recruiting, uma das maiores consultorias de RH de lá.
  • Real Estate - Amigos (quase) todo mundo tem na Austrália, mas dificilmente eles vão hospedar você por tempo indeterminado. Nesse site se pode ter uma boa noção dos valores de aluguel (que não é nada barato, assim como nos USA).
Esses são os sites que tenho visitado com bastante freqüência... tem vários outros, mas fica pra outro post...

Qantas: adeus a rota Buenos Aires / Sydney

Pois e, quem foi, foi... Quem nao foi, vai ter que ir por Santiago.

A Qantas confirmou que a rota direta de Buenos Aires para Sydney (de apenas 12 horinhas) sera substituida por voos, tambem diretos, saindo de Santiago. A decisao foi tomada por motivos estrategicos (juntamente com o anuncio da empresa sobre o corte de 1000 funcionarios) e Santiago foi escolhida como o unico hub para a America do Sul. Clique aqui para ver o press release completo no site da Qantas.

Com isso, quem sai das regioes sudeste e centro-oeste ate que nao perdem muito, pois ainda fica facil de vir para a Australia por Santiago. Porem nos do sul nao poderemos mais contar com a facilidade do voo de 1 horinha e meia ate Buenos Aires antes de embacar no pomposo 747 da Qantas rumo a terra dos cangurus.

Custo de vida em Sydney é maior que em New York

O jornal The Australian de umas semanas atras traz uma notícia que deixa os residentes de Sydney no mínimo um pouco preocupados: High dollar pushes relative cost of living in Australian cities up world rankings. Mas o que acabou me chamando mesmo a atenção para o assunto foi uma headline no News.com.au, que dizia Cost of living 40pc higher than New York, mais especificamente o "40pc higher".

Como pode a maior cidade do mundo ter um custo de vida menor do que Sydney? Tem muito mais gente, muito mais oferta/demanda la do que aqui, muito mais mercado, capitalismo muito mais forte... Como explicar isso?

Bom, na verdade, pra quem ja vive aqui em Sydney ha alguns anos, isso nao chega a ser uma grande surpresa, mesmo que a noticia ainda soe um pouco chocante. Vamos pegar o mercado imobiliario, por exemplo, tanto na parte de compra/venda como nos alugueis.

Ja fazem uns bons anos que o mercado de real estate na Australia (e em Sydney especialmente) tem sido rondado por rumores sobre a tal "bolha", mas a verdade e que por aqui, nem mesmo os experts se mostram muito preocupados com isso, considerando que varios new suburbs ao redor de Sydney se tornaram canteiros de obra gigantes, com predios e mais predios sendo erguidos. Um exemplo disso sao as varias quadras em construcao num new suburb chamado Victoria Park (perto do Moore Park e Zetland).

Esta area por exemplo, nao e muito favorecida em termos de transporte publico (nao ha uma estacao de trem a uma walking distance) e nao esta colado nem na City e nem na praia... Mesmo assim, um apartamento de 1 quarto (cerca de 75 m2), na planta, esta custando em torno de $480.000, sem garagem. Um de dois quartos (cerca de 100 m2) esta custando acima de $600 mil.

Sempre tive interesse nesse tipo de mercado e desde que cheguei em Sydney, sempre acompanhei atentamente o movimento da tal "bolha" e tudo indica que ela nao estoura tao cedo. Com tanta gente chegando na Australia todos os anos (e aqui me refiro aos novos residentes permanentes, e nao visitantes temporarios), muita gente tem o objetivo de se estabelecer na Australia e, como em qualquer lugar do mundo, construir patrimonio e ter seu cantinho pra morar. E como nos ultimos anos a demanda tem estado super aquecida, os precos dos imoveis seguem altos.

Eu mesmo estou passando por um exercicio que em parte comprova isso: decidi vender meu apartamento e peguei algumas availacoes de mercado com alguns real estate agents. Pedi as avaliacoes sem falar pra eles o valor do imovel quando o comprei (2 quartos, 1 banheiro e 1 garagem), e as availacoes ficaram, na media, em torno de 20% acima do valor da compra (comprei este imovel na planta, ha 1 ano e meio atras).

Com essa decisao, obviamente voltei a monitorar o mercado de alugueis, tanto em areas perto da City (como o bairro onde moro atualmente) como nas praias e foi visivel a diferenca de preco no aluguel em comparacao a um ano atras.

Em Sydney, como em NY e provavelmente em qualquer lugar do mundo, um estilo de vida mais sofisticado sempre vai ter um premium extra a ser pago. Conforme o episodio da venda do meu apartamento for evoluindo, eu volto a postar novidades aqui. Alias, um post sobre o processo de compra e venda, de ponta a ponta seria interessante...

Um abraco,
Wagner.

PS: Apologies pela falta de acentuacao, este post foi inciado e terminado em computadores diferentes.

Contra-fluxo na imigração

Interessante como a tragédia na Noruega trouxe à tona mais uma vez o debate sobre imigração aqui no Brasil.

É a terceira matéria/programa na TV que eu vejo nos últimos dias sobre esse assunto, que aparentemente veio a tona após o manifesto do norueguês maluco ter vindo a público. A Globo News e a CNN estão falando nisso toda hora.

No manifesto racista e preconceituoso do maluco, que é a favor do fechamento da Europa a estrangeiros (não-europeus) e a erradicação de religiões como o islamismo, ele menciona a corrupção e pobreza no Brasil e o fato de sermos até hoje um país de terceiro mundo e atribui isso à miscigenação que se estabeleceu desde a época do descobrimento.

Ok, mas o que isso tem a ver com o blog? Bom, como o assunto aqui em geral é imigração e Austrália, esse assunto tem tudo a ver.

Por exemplo: não é interessante como a Austrália, que tem uma miscigenação tão (ou mais) vasta que o Brasil, mesmo assim se tornou um país bem sucedido? Claro que existem muitas outras variáveis na equação de sucesso de um país, mas não é difícil listar semelhanças entre Brasil e Austrália.

Bom, mas se a miscigenação não tem (ou tem pouco) a ver com a nhaca secular em que vive o Brasil, o que seria? A Austrália também foi (e pra muitos ainda é) colônia de um país europeu, assim como o Brasil. Será esse o principal fator? Nós fomos colonizados pela "série B" da Europa, enquanto a Austrália foi colonizada pela "premier league"? Teria isso algo a ver com o fato de que Portugal está cada vez mais se afundando também, enquanto a Inglaterra segue sendo uma potência? Enfim, esse papo dá muito pano pra manga e não pretendo cobrir todo o debate possível neste mero blog...

Outra notícia que me chamou a atenção aqui é o destaque que está sendo dado ao retorno ao Brasil dos brasileiros que viviam em países da Europa. Mas não se engane achando que é o Brasil que está bombando de empregos e os salários estão maravilhosos. Tem um pouco disso sim, mas o motivo principal é que, com uma crise iminente em alguns países da Europa, muitos cidadãos locais, que antes preferiam deixar os trabalhos mais pesados ou considerados de baixo nível para os imigrantes, estão agora disputando essas vagas com os estrangeiros, que na maioria das vezes não dominam o idioma local e não tem qualificação.

Além disso, por mais que não se fale muito nisso por lá, há um nítido clima de protecionismo ao cidadão europeu, assim como na Austrália. Em outras palavras: se uma empresa inglesa está recrutando alguém pra uma vaga e encontra dois candidatos com a mesma qualificação, perfil, experiência, etc, sendo que um candidato é ingles e o outro um imigrante, quem tu achas que seria o escolhido? Fácil né.

Curtas do Brasil #2

Notícias que estão em evidência por aqui no momento:
Outras:
  • Brasileira é atualmente a nacionalidade mais rejeitada na tentativa de entrar na Europa.
  • Brasileiros retornam em massa ao Brasil em busca de melhores oportunidades: Frente a uma crise iminente nos EUA e em alguns países da Europa, muitos brasileiros se vêem obrigados a voltar ao Brasil pois os cidadãos locais estão agora disputando vagas de trabalho que até pouco tempo atrás eram exercidas apenas por imigrantes sem qualificação.

Bom era isso, vou assistir agora o meu Inter contra o AC Milan pela Audi Cup.

Um abraço a todos!

Curtas sobre o Brasil

Estou de novo curtindo umas mini-férias no Brasil, aproveitando que os planetas se alinharam e consegui pegar uma promoção nas passagens ($1300 ida e volta pela Qantas, Sydney-Buenos Aires), época tranquila no trabalho e aproveitar o momento que meus amigos do Brasil não estão viajando. E de quebra, eu e um casal de amigos gaúchos, que também são residentes na Austrália e também estão passando férias no Brasil, vamos encarar a Cordilheira dos Andes numa snow trip irada para o Valle Nevado no Chile.

Curtas

  • No momento estou em São Paulo pra passar o fim de semana e o pessoal daqui tá comentando muito no momento sobre os assaltos e arrastões que aconteceram essa semana em bares e restaurantes. São Paulo tá o mesmo caos de sempre, trânsito infernal e violência de sempre, mas agora o que anda preocupando bastante os paulistanos é o fato de que realmente não se está seguro em lugar nenhum, pois tem vagabundo entrando em bares e restaurantes, limpando os clientes e ainda fazendo piadinha ao sair dizendo "bom apetite".

  • Porto Alegre não tá lá essas coisas também. Essa semana num happy hour com amigos, estava contando que arrombaram o carro do meu pai dentro do estacionamento do prédio, quando duas das gurias que estavam na mesa falaram que tinham sido assaltadas recentemente quando dirigiam e estavam paradas na sinaleira.

  • Se por um lado não temos tido grandes avanços no social, por outro, no lado econômico, já dá pra ver os efeitos do crescimento do Brasil  nos últimos anos. O canal Globo News mostrou hoje uma matéria sobre profissionais e executivos de várias áreas, vindo de países como Grécia, Portugal e Espanha, têm procurado cada vez mais empresas agências de placement em busca de uma vaga de trabalho no Brasil. A matéria falou também sobe o aumento de vistos brasileiros sendo emitidos para estrangeiros, o que também é um bom sinal.

  • Depois que comprei meu apartamento em Sydney, tenho estado totalmente por fora do mercado de imóveis no Brasil... Ao chegar por aqui agora, fiquei chocado ao ver como subiram os valores dos imóveis em geral, não só em Porto Alegre ou São Paulo, mas no Brasil como um todo. Será que o Brasil vai criar sua bolha imobiliária, semelhante a Australiana?

  • Como é bom matar a saudade da nossa comidinha! Só nessa primeira semana de Brasil já sinto que coloquei uns kilos a mais... É muita ambrosia, sagú, arroz de leite, chico balanceado, torta de bolacha, aipim frito, pastel, feijoada, e claro, muito churrasco.
Bom, vou indo nessa que o fim de semana tá começando mais cedo por aqui.

Um abraço!

Update: Vôos Sydney > Buenos Aires e Santiago

Após ter meu vôo adiado 3 vezes seguidas de um dia para o outro pela Qantas, ainda em função da nuvem de cinzas do vulcão chileno, as companhias aéreas Qantas, LAN e Aerolineas Argentinas voltaram a voar pelas rotas Sydney > Buenos Aires e Sydney > Santiago no último domingo, dia 03.

No meu caso, apesar de ter empurrado a viagem 2 semanas pra frente, acabou sendo até melhor, pois agora os ski resorts do Chile já entraram em alta temporada (o que significa mais neve) e lugares como o Valle Nevado (que até semana passada ainda estava fechado) já estão operando. E como o principal objetivo da minha trip é o snowboarding na Cordilheira dos Andes, os planos seguem de pé.

Como mencionei neste post, uma dica importante é contar sempre com o seguro viagem. Confirmei com o banco que todos os vôos e reservas afetados pelo cancelamento do meu vôo (ou seja, todos) serão 100% reembolsados. Por isso, quando te oferecerem seguro-viagem, não pense que "é só um gasto a mais com algo que não vou usar", até porque, como no meu caso, a maioria dos cartões de crédito internacionais já tem esse seguro embutido sem custo extra. #ficadica

Baú do blog: Tempo do processo da Residência Australiana (PR)

Dando continuidade a nova categoria "Baú do Blog", segue mais um post que espero ainda ser de alguma valia para os que estão em vias de aplicar ou que já estão aguardando o processo para conseguir o PR (Permanent residency).

Alguns detalhes:
  • O post original foi publicado em 05 de Junho de 2008. A grant letter foi emitida no dia 04 de Julho de 2008 e recebida (via email) no dia 07 de Julho de 2008.
  • Na época o que eu fazia ( e como muitos dos que estão esperando pelo visto fazem ainda hoje) era ficar ligado nas timelines de outros futuros aussies do Forum Canguru para comparar o progresso do visto deles em relação ao meu e poder ter alguma estimativa de quando o meu sairia.
  • A timeline abaixo não contempla o tempo que investi em preparação para a prova do IELTS (que fiz em Porto Alegre). O curso preparatório levou 1 mês e foi determinante na minha nota. Consegui 8.0 overall no IELTS (sendo 1.0 a nota mais baixa possível e 9.0 a mais alta possível). Nada mal.
  • A timeline abaixo também não considera as 4 a 5 semanas de espera pelos resultados do IELTS, pois a prova é corrigida em Cambridge e os resultados saem de lá via correio.


Timeline do meu processo de Skilled Migration
by Wagner Nunes, 05 de Junho de 2008 1:49 AM

Bom, um item a menos na to-do list... aí vai a minha timeline, também disponivel no Austimeline, clicando aqui.
  • 06/02/2007: Pedido de assessment enviado para ACS via DHL.
  • 13/02/2007: Ack rececibo da ACS por email.
  • 18/05/2007: Approval recebido da ACS por correio.
  • 23/05/2007: Documentação completa enviada para DIMIA.
  • 29/05/2007: Documentação recebida pelo DIMIA.
  • 13/06/2007: Ack recebido do DIMIA por email.
  • 22/02/2008: Exames médicos* realizados.
  • 22/02/2008: Police clearance enviados para DIMIA por email.
  • 08/05/2008: Case Officer alocado.
  • [update feito em 07/06/2008]: GRANT LETTER recebida! Feitoooooooooooo!!!
* Os exames são enviados pelo próprio médico credenciado. Em Porto Alegre, por exemplo, há apenas um. :/

Agora é sentar e esperar... nossos amigos do forum Canguru, Profeta Camardelli e Pai Aurélio de Oxum, acreditam que o tempo entre a alocação do CO e o recebimento da Grant Letter é de 4 ou 5 semanas...

A 4a. semana termina essa sexta, dia 06/06... a 5a. semana termina no dia 13/06...

Eu tô trabalhando com a data do dia 30/06... pra manter a expectativa o mais baixa possível... o que vier antes, é lucro. :D

Situação dos vôos Sydney > Buenos Aires/Santiago

Não sei se a imprensa no Brasil ainda está acompanhando de perto o impacto causado em vôos internacionais pelas recentes erupções do vulcão chileno Puyehue, mas aqui na Austrália eles jã não estão mais dando tanta bola pro problema, já que os vôos para Nova Zelândia já voltaram ao normal.

Porém, como alguns de vocês, leitores e amigos, já sabem, eu já estava com a segunda ida do ano ao Brasil planejada há uns meses e parte do plano era passar uma semana no Chile (Valle Nevado) pra realizar um sonho: fazer snowboarding na Cordilheira dos Andes.

O problema é que já fazem mais de quatro semanas que vários vôos internacionais ainda não voltaram ao normal, e as companhias aéreas ainda estão tendo que colocar vôos extras para lidar com o backlog de passageiros que ficou acumulado por causa de vários vôos cancelados.

E eu acabo de entrar nesse backlog de passageiros. Meu vôo (Qantas QF17) era pra ter saído de Sydney na quarta, dia 29/06, direto para Buenos Aires, porém foi cancelado para quinta, dia 30. Só que ontem, quando eu me preparava pra sair de casa, recebi a maldita ligação da Qantas de novo, informando que meu vôo tinha sido cancelado pra hoje.

Aí acordo hoje de manha e vejo uma mensagem do meu amigo Alex, que viaja comigo no mesmo vôo: "Adiado de novo". Uma hora depois, recebo a ligação da Qantas confirmando que o vôo ficou pra amanhã, sábado.

Dei uma olhada nos sites da LAN e da Aerolineas e todos os vôos de/para Sydney chegando/saindo de Buenos Aires e Santiago estão cancelados no momento. Então agora é sentar e esperar.

Dica: hoje em dia, a maioria dos cartões de crédito internacionais tem seguro-viagem incluído, então na pior das hipóteses, é só entrar em contato com o Banco e solicitar o reembolso das despesas com vôos e acomodação all together. No meu caso, tenho o AMEX pelo Commonwealth Bank e eles já me informaram que dá pra pedir reembolso total na boa.

Baú do blog: Inaugurando

Conforme eu tinha comentado nesse texto, pretendo re-publicar alguns dos textos do antigo blog, re-editando uma ou outra coisinha aqui e ali, mas principalmente falando um pouco sobre o que se passava na cabeça deste que vos fala naquela época...

Inauguramos então a tag Baú do Blog re-editando o primeiríssimo post to antigo blog :)


Inaugurando...

by 

Vamos lá então... estava adiando a criação do blog, mas como a chance de ir pra Austrália com tudo nos "trinks" parece estar se concretizando cada vez mais, decidi tirar a idéia do papel (aliás, da cabeça)...

Pretendo relatar desde as primeiras motivações a iniciar o processo de imigração legal (no meu caso, é o "Skilled Migration", na categoria "Independent"... aos interessados, fiquem tranquilos, pretendo dedicar vários posts ao assunto).

Alguns dos assuntos sobre os quais pretendo escrever:
  • Processo de imigração legal, suas variantes e motivações
  • Trabalho e carreira em IT na Austrália
  • Peculiaridades, semelhanças e diferenças da vida na Austrália em relação ao Brasil
  • E claro, manter os amigos e familia informados sobre o que eu ando aprontando heheheh...
Se você quiser ser avisado por email sempre que eu postar algo novo, é só assinar o feed aí embaixo, colocando seu email...

Um abraço e até o próximo post (em breve, espero... heheheh...)

Perguntas e respostas


Outro comentário postado no texto Retorno que, apesar de não ser exatamente uma pergunta, me fez refletir e escrever (bastante) sobre o curto, porém de interessante conteúdo, comentário.
Anônimo disse...

Não no caso Austrália x Brasil.
A vida normal de alguém com visto permanente é praticamente férias :-)

Amo o Brasil e pessoas que estão lá, mas a Austrália é uma madrinha para nós. Difícil querer ir embora

12 de abril de 2011 17:38

Caro @Anônimo (que comentou em 12 de abril de 2011 17:38),

Bom, não sei se entendi exatamente ao que tu te referes na tua frase "Não no caso Austrália x Brasil"... se entendi certo, tu queres dizer que não é difícil escolher onde ficar, já que as diferenças de um país pro outro são absurdas... será que é isso? :) Se for, concordo contigo, mas acho que cada um de nós vive/vivia vidas diferente no Brasil e agora aqui na Austrália, por isso não há como generalizar e dizer que "é melhor viver na Austrália sim e ponto final".

Conheci gente aqui que só veio pra cá porque simplesmente queria fugir e esquecer da vida no Brasil por vários motivos (entre eles fuga de um relacionamento doentio, ou problemas financeiros, ameaça de morte e outros motivos absurdos). Meu caso é totalmente diferente. Eu tinha uma boa vida em Porto Alegre e realmente não tinha absolutamente nada do que me queixar. Eu nunca tive tinha motivos pra fugir do Brasil, mas sempre tive motivos para buscar algo a mais no exterior.

Sobre tua frase "A vida normal de alguém com visto permanente é praticamente férias", desculpa camarada, mas discordo 99% disso heheheh... A vida que quem tem PR ou já é cidadão aqui nada mais é do que uma vida parecida com a de qualquer profissional no Brasil. E cá está um exemplo vivo. Minha rotina em dias de semana em Porto Alegre era bem parecida com a que vivo hoje em Sydney. Trabalho na minha área, das 9h e pouco as 17h e pouco, sigo meu Mestrado (por opção, não por visto), jogo futebol 2 ou 3 vezes por semana... Enfim, a mesma rotina dos dias de semana no Brasil.

O 1% que eu concordo é que aqui, como a moeda é forte e o trabalho é mais valorizado (em outras palavras se ganha mais), é mais fácil viajar e adquirir bens... E como estamos muito perto de várias praias (moro a +/- 20 minutos de Bondi, Coogee e Maroubra), fica muito mais fácil ter uma qualidade de vida melhor (pra quem ama praia, como eu), e é mais fácil ter e promover uma vida mais saudável, afinal hábitos saudáveis e esportes como surf, jogging e atualmente o kitesurfing são muito populares por aqui, e tu acabas te motivando para começar a praticar também.

Bom, pra finalizar esse comentário (que tá tão grande que já parece um post heheheh), nessa frase sim concordo 100% contigo: "Amo o Brasil e pessoas que estão lá, mas a Austrália é uma madrinha para nós; Difícil querer ir embora". Sim, a Austrália é uma mãe pra gente, principalmente para quem tem PR ou já é cidadão, pois tu eu não sei, mas desde que cheguei fiquei maravilhado com coisas banais como o Medicare, transporte público (trens, pois sei que tem muita gente que não é fã de ônibus), os famosos clean-up days (quem nunca achou algo legal e em bom estado na frente da casa dos milionários de Mosman? hehehe), concessões em tickets, tax return, etc... Realmente não tem como negar, a Austrália é uma mãezona mesmo :)

E realmente é difícil, muito difícil querer ir embora e não voltar mais pra Australia, pois a gente sabe que as coisas não vão mudar tão cedo na nossa terrinha.

Um abraço e valeu pelo comentário!

3 de junho de 2011 15:33

Retorno I e II: perguntas e respostas


Muito obrigado aos leitores pelos comentários que recebi nos textos Retorno e Retorno II, muitos deles me fizeram refletir sobre várias coisas.

Gostei tanto dos comentários, que ao responder alguns deles, acabei me dando conta que vários deles dariam bons posts em continuação aos textos originais.

Vou postar alguns comentários e respostas aqui para poder compartilhar um pouco mais do que penso sobre algumas questões levantadas.

Segue o comentário do Rodrigo no texto Retorno e minhas respostas logo abaixo.
Rodrigo disse...

Vc nao sabe como vc inspira muita gente q esta insegura a tomar decisões serissímas quanto a vida. Eu mesmo estou disposto a ir e nao voltar, sou profissional de TI bem qualificado, e aqui no Brasil, não ha a menor condição de trabalhar com empresas tão limitadas, ainda mais no Rio. Tenho uma esposa, pretendo q ela vá depois..

Continue nos dando motivos para ir rss

O que te incomodou mais agora nessa volta ao BR e que vc nem percebia na AUS por ser algo natural e cotidiano da vida.

Se fosse possível, comentar, quais as opções legais de tirar o visto permanente na AUS. Já li dezenas de blogs e foruns e nenhum é especifico.

Te dou maior força em continuar o blog, pq ele é diferente de outros que falam sobre a AUS.

E eu leio os textos grandes tb ! rss

Abraços
Rodrigo
12 de abril de 2011 03:53

Rodrigo, entendo perfeitamente o que tu queres dizer e, infelizmente, tenho que concordar contigo.
Inicialmente, meu motivo principal em vir para vá era centrado em objetivos profissionais e de crescimento pessoal, mas com o passar do tempo e com as minhas idas ao Brasil, após ver que, entra governo e sai governo e nada muda, confesso que meus motivos hoje são mais parecidos com os teus.
Sobre a obtenção do visto, não sei se tu tens acompanhado as notícias que saem por aqui, mas já nota-se que os requisitos para imigração legal já estão mais rigorosos. Este é um ótimo assunto para um post futuro e acho que já vou falar um pouco mais sobre isso no post que estou preparando para semana que vem.
Um abraço e obrigado pelo comentário.
Wagner
20 de maio de 2011 17:11

Vou continuar postando outros comentários e minhas respostas sobre assuntos como skilled migration, empregos e o mercado de TI na Austrália, sentimentos misturados sobre viver longe de casa e outras cositas más.

Fique a vontade para postar suas dúvidas nos comentários. Vou usar a tag perguntas e respostas em posts desse tipo daqui pra frente.

Um abraço a todos.

Retorno II


Estou respondendo aos poucos os comentários, e-mails e mensagens no Facebook, portanto já peço desculpa pela demora aos que escreveram. Gosto muito de receber os comentários de todos, e fico feliz de ver que o blog continua servindo de fonte de informação pra muita gente :)

Este post é curto e não estava planejado. Meu próximo texto teria o mesmo título, mas traria um pouco mais sobre o que sinto hoje, após 2 anos e meio vivendo por aqui, e após duas viagens ao Brasil de férias.

Após ler e responder os comentários no post anterior, alguns amigos mais próximos que seguem o blog ficaram de certa forma surpresos e me questionaram sobre o fato de eu ter passado a impressão de que desistiria de seguir no meu projeto Austrália e voltar por Brasil.

Foi então que voltei e reli o texto anterior e me dei conta que quando estava escrevento, eu ainda estava com aquela pontinha de saudade da família e amigos do Brasil que a gente sempre carrega nos primeiros dias após a deixar tudo para trás novamente e voltar à nossa nova vida.

Abaixo estou replicando minha resposta ao comentário de um amigo no texto anterior, pois acho que o que escrevi acabou bem alinhado com a continuação do texto que publiquei em "Retorno, parte I".

Não posso negar que depois que voltei desta última viagem ao Brasil, me peguei pvárias vezes pensando e imaginando como teria sido minha vida se eu tivesse continuado por lá ao in vés de muday para Sydney.

Mas agora que as coisas já voltaram ao normal por aqui e voltei a minha rotina de trabalho, casa, praia e amigos aqui em Sydney, posso dizer que tudo está no seu lugar, e apesar da saudade que bate às vezes, tenho toda a certeza que estou realizando o que vim buscar e estou feliz por me sentir completamente adaptado ao país e à rotina que construí por aqui.

Acho que uma boa forma de explicar o texto anterior seria dizer que tive um daqueles momentos de pulga atrás da orelha, mas agora que voltei à minha nova vida aqui e ao voltar a acompanhar as notícias do Brasil pela internet, principalmente sobre política e economia, so tive mais certeza ainda de que é aqui que quero continuar vivendo.

E para falar a verdade, agora que aquele momento saudade já passou, eu olho para trás, principalmente nos últimos 3 ou 4 anos, e vendo todas as mudanças que fiz na minha vida e tudo que conquistei até agora, não consigo me ver morando e trabalhando em Porto Alegre.

É como dizem por aí, às vezes um lugar fica pequeno demais para alguns de nós.

Minha vida agora é aqui. Vim para ficar e ainda tenho muito que conquistar por aqui.

Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte I


Um dos meus assuntos preferidos nas rodas de papo e nos happy hours com outros brasileiros expatriados é o desafio da carreira no exterior.

Gosto muito de ouvir as experiências tanto do pessoal que chegou aqui como residente como eu, como os que vieram como estudante e conseguiram um sponsorship ou que continuam se virando como profissionais part-time no mercado de TI.

Gosto tanto do assunto que estarei a partir de hoje compartilhando algumas experiências sobre os desafios da carreira no exterior no blog MinhaCarreira.com, e vou também disponibilizar os artigos aqui.

No primeiro texto, falo sobre algo que muitas vezes é mais difícil distinguir do que parece: o desejo de iniciar uma carreira no exterior é apenas um sonho ou é um objetivo real. Espero que gostem.

Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte I


Um tópico bastante popular entre os sempre insatisfeitos Gen-Y e muitos dos já adaptados Gen-X é a carreira no exterior.

Grande parte dos jovens profissionais do mercado de hoje pensam em cravar bandeira no exterior e entrar pela porta da frente do mercado de trabalho, com um bom emprego e ganhando em moeda estrangeira. Porém, a grande pergunta é: por onde começar? Algumas vezes a resposta está mais ao alcance do que parece.

Como o assunto é amplo e rico, publicarei uma série de três artigos sobre as motivações, os caminhos para chegar lá e a experiência de viver uma carreira real no exterior.

Neste primeiro texto, abordamos as motivações que nos levam a buscar uma carreira fora do Brasil. No próximo artigo, traremos mais informações sobre as alternativas mais comuns para abrir caminho no exterior, focando nos programas de imigração qualificada oferecido por alguns países. Finalmente, no terceiro artigo, compartilharemos algumas experiências de profissionais que já estabeleceram suas novas vidas e carreiras longe da terrinha.

Você decide: sonho ou objetivo?

Sim, uma carreira no exterior todo mundo – ou quase todo mundo – quer ou sonha, provavelmente você também. Mas se você parar agora para pensar sobre o que você está fazendo de concreto para atingir esse objetivo, o que lhe vem à mente?

Se a resposta foi nada, você provavelmente está encarando a carreira no exterior mais como um sonho do que como um objetivo.

O critério que normalmente uso para separar o que é objetivo do que é sonho é algo chamado força de vontade. Usando um exemplo mais real e não tão distante no passado da maioria de nós: na época da escola, o quão grande era a sua vontade de hoje ser um profissional bem-sucedido, formado em uma boa universidade ou com uma pós-graduação bem conceituada? Na época em que você estava escolhendo que curso superior faria e se inscreveu no vestibular, você sabia que, se não estudasse, o seu nome não apareceria na lista de aprovados de forma mágica. Então pergunto: o que você acha que determinou o seu sucesso no vestibular para o curso superior e universidade que você queria? Sorte? Pode até ser, mas este fator certamente não teve um peso tão grande na equação do seu sucesso quanto a sua própria vontade de passar.

Uma analogia rápida: se você tivesse ido para a praia, no futebol, saído com a namorada ao invés de se dedicar aos estudos, você acha que teria passado naquele vestibular? Provavelmente não, pois você teria investido muito menos tempo nos estudos. Foi a sua própria força de vontade que o empurrou de volta para os livros e o fez abrir mão daqueles fins de semana com os amigos.

Fazer uma mudança tão grande na sua vida profissional como partir para o exterior, requer o mesmo tipo de esforço e vontade – se não mais. Assim como no seu vestibular, você precisa investir tempo, muitas vezes correr atrás de muita informação de fontes diferentes, compilar tudo e fazer o melhor uso da informação em mãos. Iniciar uma carreira no exterior não é diferente.

Um exercício que geralmente ajuda a entender onde anda o nosso nível de força de vontade para fazer uma mudança grande como essa é pensar nos reais motivos pelos quais se quer ir para o exterior. Muitas vezes, os motivos maiores não são exclusivamente relacionados ao seu lado profissional, mas sim ao lado pessoal. As primeiras motivações que vêm à mente na maioria das vezes são: ter a experiência profissional em si, o sentimento de avanço na carreira e a recompensa financeira, mas é muito comum listarmos também, sem perceber, motivos pessoais, como a falta de segurança pública, serviços públicos como saúde e transporte que não funcionam, corrupção, entre outros.

Sejam quais forem os motivos, uma parte importante da decisão de sair do Brasil é sentir-se confortável com os motivos elencados, ou seja, ter certeza de que estes fatores, quando supridos no país de destino, realmente trarão a satisfação profissional e pessoal que se busca.

Outra parte importantíssima desta equação é ter o apoio da família e dos amigos, pois sem isso, a saudade das pessoas que você estará deixando no Brasil já será um obstáculo enorme antes mesmo de embarcar no avião.

Por isso, pense bem antes de tomar uma decisão precipitada e que possa causar uma frustração que pode ser facilmente evitada com a dose certa de planejamento. Discuta bastante a sua decisão com sua família e amigos, e exercite com eles cenários onde você poderá ficar dias, talvez semanas sem falar com eles ou vê-los. E não se esqueça que voltar para casa para matar a saudade pode não estar a apenas duas horas de estrada, mas sim muitas horas de vôo e alguns oceanos de distância.

Texto também publicado no MinhaCarreira.com.

Updates:

Leia a segunda parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte II

Leia a terceira parte: Carreira no exterior: objetivo concreto ou sonho distante – Parte III

Retorno


Depois de visitar o Brasil pela segunda vez desde que mudei permanentemente para a Austrália, a volta para Sydney foi mais uma vez bem difícil, muito mais do que da primeira vez, no ano passsado.

Apesar de ter sido menos tempo, dessa vez fiquei todo o tempo em Porto Alegre, minha terra natal, com minha família e amigos e me dei conta de uma coisa: ano passado, na minha primeira visita ao Brasil após 1 ano e pouco de Austrália, percebi que as viagens que fiz enquanto estava de férias lá -- São Paulo, Floripa e Salvador -- não deixaram a ficha cair direito sobre o que é a vida que estou vivendo nesse momento longe do Brasil.

Mas desta vez, a ficha caiu sim. Parece fácil poder sair de Sydney pela manhã e chegar em Porto Alegre no mesmo dia. Mas não é. E não me refiro ao cansaço, pois quando você chega em casa e vê a família e amigos no aeroporto, o cansaço é o que menos importa. O mais importante é rever todo mundo e aproveitar aqueles dias ao máximo.

Mas aí, chega o dia a volta para Sydney, e aquela sensação de viajar de volta no tempo com o vôo de ida é anulada pela "perda" de quase 2 dias na volta. E com essa sensação de que o tempo passou mais rápido do que gostaríamos, vêm também algumas velhas dúvidas de 2 anos e meio atrás...

Será que estou mesmo fazendo a coisa certa? 

Quanto tempo é tempo suficiente para saber se meu projeto Austrália deu certo?

Quero mesmo ficar na Austrália para sempre?

Já conquistei tanta coisa por aqui, mais até do que tinha planejado para tão pouco tempo... será que é hora de pensar em retornar ao Brasil?

Ou quem sabe é hora de partir para aquele outro grande objetivo de passar um tempo trabalhando na Europa?

Engraçado... só agora, enquanto finalizo este post, me dou conta que o título deste texto pode ter mais de um sentido. Comecei este texto pelo título, no sentido de falar um pouco mais sobre o retorno do blog... mas agora percebi que a palavra pode significar muito mais num futuro não muito distante.

Voltando à ativa

E quem disse que um projeto bem sucedido não pode ter continuidade?

Após 4 meses desde o último post, e comemorando meus 2 anos e meio de Austrália, o blog está voltando à ativa!

... Porém com algumas pequenas mudanças:
  • Os posts serão mais curtos e objetivos, pois ninguém gosta e nem lê até o fim textos grandes demais.
  • Vou editar e republicar os posts mais populares do blog antigo, com updates e mais informações relevantes para quem quer imigrar de vez para a Austrália.
  • Vou tentar trazer mais sugestões e dicas de outros sites e blogs de residentes morando em outros lugares do mundo para poder comparar com a Austrália.
  • Prometo não falar mais sobre o Inter -- pelo menos não nesse blog, pois agora temos o Colorados da Austrália :)
Quero aproveitar e agradecer a todos que enviaram emails, comentários e mensagens no Facebook, Orkut e Twitter perguntando se o blog realmente não voltaria e se poderia disponibilizar alguns textos antigos via RSS, PDF ou alguma outra forma.

Fiquei surpreso e feliz com todas as mensagens e convido a todos os leitores a enviarem sugestões de assuntos e dúvidas para o blog, tentarei responder e trazer informações o mais relevante possível à cada caso.

Obrigado e até breve!